A Morte, O de Branco
e Eu*
Eu não entendia o porque de tantos aparelhos, tanto barulho,
tanto desespero
O senhor de branco tentava me ajudar, a entender a vida
nesse lugar
Papai e mamãe hesitavam, queriam minha cura, olha que
exagero
A desilusão tomava conta de mim, não queria mais lutar,
apenas descansar
As vezes eu me desesperava, como seria a vida longe daqui?
Aquele homem voltava, preocupava-se, amenizava
Com tanto zelo que recebia já me conformava em terminar aqui
Mesmo com todos ao meu lado, o momento da morte, se
aproximava
O anjo da mamãe e o tesouro do papai, estava partindo
A vida não nos da explicação para tudo
Impõe seu destino e o jeito é encarar sorrindo
O de branco tinha razão, do outro lado é tudo lindo
Ter vindo para cá tão cedo... AH! Me acho até sortudo
Já que de qualquer jeito, cedo ou tarde, eu teria vindo
*Soneto escrito pelos alunos do Curso de Medicina da FACISB - Henrique Amorim Santos, Raquel Barcucci Bertequini, Thaís Marim Gonçalves.
Nenhum comentário:
Postar um comentário